terça-feira, 16 de setembro de 2008

Minas é Minas...

Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um vôo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal
Mensageiro natural de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não me escutou
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
E eu era apenas
Cavaleiro marginal lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvores
Sem querer descanso nem dominical
Cavaleiro marginal, banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Eu olhava da janela lateral
Do quarto de dormir
Você não quer acreditar, mas isso tão normal
Você não quer acreditar, mas isso tão normalum cavaleiro marginal, banhado em ribeirão
Você não quer acreditar

Vir aqui é entender isso... é estar nesta janela o tempo todo.
Cheiros, sabores, história.

Um comentário:

Petê disse...

Só o que posso dizer: Minas é Minas.

Beijos com saudades...