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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Vem que tem Simonal!


"Eram duas horas da manhã de 23 de fevereiro quando doutor Roberto Simonard e aquela pequena plateia de anestesistas e enfermeiros ouviram pela primeira vez a voz de Wilson Simonal, do alto de seus impressionantes quatro quilos e duzentos gramas".

Parece apenas uma descrição simples mais amei o jeito de colocar as palavras, do brincar de sentidos, do frio na barriga provocado pelo jornalista Ricardo Alexandre, nas primeiras páginas de Nem Vem Que Não Tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal, que a Editora Globo lançou mês passado.

Eu adoro histórias, seja em biografias em livros, documentários ou longa-metragens, seja num bate-papo com colegas. Adoro saber quando Tom conheceu Vinicius, que Paul e George iam juntos para a escola, que Tolkien adorava bater papo no Lamb and the Flag em Oxford. Adoro saber como tudo começou, que rumo tomou e porquês. Adoro porquês.

E, ainda bem no começo por total falta de tempo, estou me deliciando com a história de uma das maiores polêmicas de nossa música. E é tão maluco ler boas biografias, porque você sabe o 'final', mas envolve-se tanto com o início que meio que aguarda uma surpresa, uma alteração na história com jeito de H maiúsculo. Talvez me venham novos porquês. Tomara.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Quem protegeu Simonal?

Ninguém.
Vá lá. Assista ao documentário e me diga, quem o protegeu?
Quem é que protegia quem na ditadura?
Quem deteve a verdade?
Quem matava?
Quem apanhou e quem bateu?
Quem lutava por um ideal coletivo?
Quem pensava na música, na massa, na desgraça?
Quem pensou: opa, será mesmo que é verdade?
Quem titubeou?
Quem parou para pensar antes de mandar fazer?
Quem orientou?
Quem se posicionou em um período que tomar partido era o mais correto a se cobrar?
Quem mesmo protegeu Simonal?
Ninguém.