quinta-feira, 26 de junho de 2008

Oito anos

Ir à escola sozinha foi um grande ganho. Cresci.
Subia um quarteirão, caminhava mais uns quatro até a faixa de pedestre. Apertava o botão, sempre com muita força. Aguardava o homenzinho verde, lá no alto. Concentrava-me. O tempo era curto. "Mesmo com o homenzinho verde, olhe para os lados antes", ela avisava. Homenzinho verde, olhar para os lados. Pronto. Não corria, andava depressa. O tempo podia acabar.
Descia a rua comprida, em poucos minutos estava no colégio.
A tarde passava. O farol me aguardava de novo e os quarteirões se repetiam contrários. Abria a porta e já a via na cozinha. Ela abria os braços, eu corria. Aquele cheiro de abraço, o encaixe perfeito. Estava em casa.

6 comentários:

Silvana Tavano disse...

Cris, querida
que texto bonito!
beijos

Silvana Tavano disse...

...especialmente o trecho final.
Muito bom mesmo.
Outro beijo!

Nanete Neves disse...

Cheiro de abraço...que lindo. Cris, você me fez voltar no tempo... quando eu ía sozinha prá escola, brincando de contar os passos e roubando flores prá entregar prá dona do abraço.....Me emocionei, juro.

Cristiane disse...

Meninas, é tão gostoso escrever algo tão íntimo e que ao mesmo tempo provoque lembranças e emoções em vcs!
Obrigada pelo carinho..
beijos

Malu Echeverria disse...

Adorei!
Bjs.

Malu Echeverria disse...

Adorei!
Bjs.