sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O que me darão em troca?

Semana passada, ouvi meu professor setenciar:
- O CD tem mais um ou dois anos de vida. Não vai passar disso...
Aquilo ressou em mim por dias. Ressoar. Como será esta ressonância agora?
Quando ouvi isso dos vinis, em troca me deram o CD, um formato tipo "pocket" do que eu tinha grande. Eu sei que jamais sentiria o impacto de uma capa tipo Sgt Peppers. Nem da felicidade-bônus de um quase pôster do U2 em Joshua Tree. Mas eu tinha ali outro tipo de arte, de idéia, de jeito de guardar.
O que tenho agora?
Todos com a mesma cara da Sony. Todos com a mesma cor prata espelhada. Todos escritor com a mesma caneta para CDs. Todos iguais.
E as junções?
David Bowie agora pode estar lado a lado, faixa a faixa com Chico Buarque. Living Colour em companhia de High School Musical.
Promíscuos tempos digitais.
Possibilidades incríveis. Chances de ter, ouvir, ver, assistir.
Temos um e outro.
Mas com qual cara?

3 comentários:

Nanete Neves disse...

Bacana essa sua reflexão...com que cara? Medão, né?

Ale Rampazo disse...

Olha eu por aqui "invadindo" seu espaço novamente. Vi seu comentário no meu blog, e é claro que indiquei o seu com o maior prazer. Também fico feliz em saber que vc sempre que pode dá uma olhadela nas novas ilustras que venho postando.
Final da semana que vem terá novidades por lá.
E muito legal este outro blog seu também... irei dar uma passeada por aqui sempre.

beijão

Ale Rampazo

Silvana Tavano disse...

Cris, querida

Como você mesma disse, as possibilidades são incríveis -- e essas "novidades" não nos subtraem nada em essência; pelo contrário, acho que os novos formatos multiplicam as possibilidades de conteúdo e significados, e isso vale pra música, cinema, literatura...

(... E tem uma surpresinha pra você lá no Diários).

beijo!