sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Foi

Já tenho saudade.
Melancolia da espera da lembrança à frente.
Penso o depois, como se fosse um tempo atrás. Nostalgio o que vivo agora, com olhos de quem viu acontecer e gostou.
E dói.
Vem um suspiro. Penso no depois do hoje, quando o tempo ainda está no gerúndio, calmo, no ritmo que pode, alcançando o possível, sonhando o porvir.
E alivio. Passei por isso, oras. Expectativa renovada.

4 comentários:

Nanete Neves disse...

Caramba, Cris...quantas voltas o tempo dá em seu texto. Ele próprio, o personagem. Viajei, juro.....

Petê disse...

Já te disse o que acho dos seus pensamentos soltos, fico impressionado com a verdade deles. Como a Nanete disse, quanto tempo tem nessas linhas. Quando sentimento tem em cada palavrinha. Fico realmente feliz em ler suas divagações... Viajamos, Nana e eu.

Beijos

arquitetovini disse...

"O que agora transparece é que, não há tempos futuros nem pretéritos. É impróprio afirmar: Os tempos são três: Pretérito, presente e futuro. Mas talvez fosse próprio dizer: os tempos são três: presente das coisas passadas, presente dos presentes, presente dos futuros. Existem pois estes três tempos na minha mente que não vejo em outra parte: lembrança presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes e esperança presente das coisas futuras. Se me é lícito empregar tais expressões, vejo então três tempos e confesso que são três."

SANTO AGOSTINHO - CONFISSÕES - LIVRO XI

Tiago Soarez disse...

Cristiane,

É a primeira vez que visito seu blog.
Adorei seu último post. Tanto q me inspirei. Vou criar um post hj pensando em saudade e melancolia para o meu blog. Provavelmente acompanhado da música Chega de Saudade, de Tom Jobim.

Beijos... passarei por aqui mais vezes.