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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Olhem meu sabiá!!


Fiz um conto para a CRESCER de novembro e vocês podem ver esse sabiá especial no site.
Esta ilustração é de Kleber Bellatto.

A Menina que o Sabiá Seguia

Ele a acompanha desde a infância.
É o primeiro som que ela escutava da rua.
Tem jeito de paz, cheiro de lembrança.
Se conhecem dos tempos de infância.
Ele estava lá no caminho dela da escola, nas manhãs.

Voava a seu lado na volta para casa.
Nos passeios ele também estava lá.

Com a mãe, ela sentava na grama do parque, jogava pão para os peixes.

Ele ficava fitando-a na sua grande aventura de ir até
à beira do lago, imaginar um quase-cai, um quase-perigo.

O sabiá adorava veramenina em plena felicidade.
Tinha tempos que ele sumia de seus ouvidos.



Mas chegava setembro e ele estava de volta,
pronto para anunciar o sol, dar bom-dia.

Ela cresceu e ele imaginou que seria difícil acompanhá-la.
Que nada.


Ela morou em casas diferentes, viveu outras
histórias e, por um tempo, ele sumiu de novo.
Mas voltou no setembro e ficou com
ela nas manhãs e nos passeios.
É o primeiro som que ela escuta da rua

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Meu sabiá voltou



Foi na semana passada, logo cedo. Pronta para a minha primeira lava no rosto do dia, ouvi. Era ele, suspirei. O sabiá voltou.
Mudei-me há sete meses e vivi esse tempo sem a companhia dele. Pensei que talvez minha nova casa não fosse do agrado deles. Mas não era possível. Minha irmã é a dona da casa e ela ama sabiás mais do que ninguém.
Me senti um tanto abandonada.
O canto também não acontecia mais no meu trabalho, nem nos meus caminhos.
Mas a lamentação acabou. Ele voltou.
Estou tão feliz, nossa. Todos os dias, todos os ligares. Agora ele sempre está.
Adoro seu canto. Me deixa feliz.
Volto no tempo, vivo de novo. Que coincidência ele estar comigo aqui, sempre penso!
Bem-vindo.
Quer ouvir?

domingo, 12 de outubro de 2008

Bom dia, Cris

Há tempos eu não ouvia o canto da madrugada.
Não passavam das 4h30 e, quando descemos do carro, surgiu aquele canto em vários.
Eu olhava as árvores à procura de uma forma. Mas o canto daquele bando de sabiás vinha sem assinatura única. Olhei para o céu, em plena brincadeira de azul-escuro-que-vira-claro, à espera de ser invadido pelo amarelo do sol.
Então me pareceu que o canto vinha mesmo era do céu.
Ou tudo aquilo era vontade de um sonoro "Bom Dia, Cris".